Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marina aceita ser vice de Campos, diz coordenador da Rede

Adesão da ex-senadora ao PSB do governador de Pernambuco será anunciada nesta tarde

Ricardo Della Coletta, Agência Estado

05 de outubro de 2013 | 11h22

Atualizado às 15h.

BRASÍLIA - A ex-senadora Marina Silva vai anunciar na tarde deste sábado, 5, sua filiação ao PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em um acordo que inclui um abrigo "transitório" aos apoiadores da Rede que queiram disputar as eleições do ano que vem. Pela negociação fechada diretamente entre o governador pernambucano e Marina, em encontro que entrou pela madrugada de hoje, os dois se postulariam como "pré-candidatos" ao pleito de 2014, sendo que a definição do nome principal da chapa se daria no futuro, "sem ansiedade". Mas o coordenador executivo da Rede, Bazileu Margarido, revelou ao Broadcast Político que a ex-senadora "se disporia" a ser vice de Campos por "reconhecer" a sua candidatura.

O anúncio da aliança ocorrerá nesta tarde, em Brasília. Segundo Bazileu, a opção pelo PSB se deu por "maior identidade programática e nos Estados". O prazo de filiação para quem quer concorrer a cargo eletivo no ano que vem termina neste sábado.

Eduardo Campos aceitou oferecer um abrigo "transitório" aos membros da Rede Sustentabilidade. Dessa forma, o partido não questionaria o mandato dos marineiros que chegassem a um cargo eletivo pelo PSB e decidissem migrar quando a sigla de Marina conseguir se viabilizar na Justiça.

Agora, PSB e os partidários de Marina tentam levar para a aliança o PPS, partido que faz oposição ao governo Dilma Rousseff e que ofereceu abrigo a Marina quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de registro da sigla na última quinta-feira - ela não conseguiu o número mínimo de assinaturas para criar a sigla. Mas a tarefa não deve ser fácil. O Estado apurou que o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), disse a Marina que a escolha de ir para o PSB será um "desastre" para ela e a aconselhou a ingressar no PPS, onde teria liberdade de tocar o projeto de apoiar Campos, mas de forma independente e não "amarrada".

Eduardo Campos aceitou oferecer um abrigo "transitório" aos membros da Rede Sustentabilidade. Dessa forma, o partido não questionaria o mandato dos marineiros que chegassem a um cargo eletivo pelo PSB e decidissem migrar quando a sigla de Marina conseguir se viabilizar na Justiça. COLABOROU ANDREZA MATAIS
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