Marido de vítima do Celobar quer processar laboratório

O representante comercial Jorge Torres de Azevedo, primeiro a comunicar ao Instituto Médico Legal e à Vigilância Sanitária, em Goiânia, que havia suspeita de intoxicação em uma paciente que utilizou o contraste radiológico Celobar, quer processar o laboratório Enila. Jorge perdeu sua mulher, a professora Rejane Lapolli Azevedo Ferreira, no dia 21 de maio. Ela faleceu 24 horas após tomar o contraste Celobar para um raio-X do estômago.A Polícia Técnico-Científica de Goiás abriu inquérito policial para investigar as mortes de pessoas que tomaram o contraste radiológico. Jorge espera o resultado do laudo do exame das vísceras das vítimas para encaminhar o processo. A Superintendência de Vigilância Sanitária e Ambiental ainda não tem previsão sobre o exame das vísceras dos pacientes que morreram depois de tomar o contraste. O superintendente da Polícia Técnico Científica, Décio Marinho, garante que o quadro clínico das vítimas, as análises que indicaram a alteração química da composição do contraste e o fato de o laboratório Enila ter admitido falha na produção da substância são suficientes para dar sustentação ao inquérito.

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