Maria do Rosário e Fogaça trocam acusações em debate

Em debate, ela o acusa de não deixar projetos para cidade, e ele, que PT entregou prefeitura 'quebrada'

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

23 Julho 2008 | 19h03

A deputada federal Maria do Rosário, candidata do PT à prefeitura de Porto Alegre, acusou o prefeito José Fogaça (PMDB), concorrente à reeleição, de não deixar grandes projetos para a cidade, como os que herdou do próprio PT, em 2005, quando assumiu. Em resposta, durante debate de seis dos oito candidatos da capital gaúcha, realizado nesta quarta-feira, 23,  na sede da Federação das Associações Comercias e de Serviços (Federasul), Fogaça retrucou que o PT entregou a prefeitura "quebrada".  Veja Também: Saiba quem são os candidatos com a ficha suja  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Maria do Rosário citou os projetos Conduto Forçado Álvaro Chaves, para reduzir alagamentos, Programa Sócio-Ambiental, para reduzir a poluição do lago Guaíba, e Programa Entrada da Cidade, de urbanização de favelas na zona norte de Porto Alegre, como heranças das gestões petistas. "Vocês deixaram a cidade quebrada", retrucou o prefeito, referindo-se às dificuldades financeiras que enfrentou no início de sua gestão para recuperar créditos com instituições financeiras internacionais e retomar os projetos. Segundo Fogaça, Porto Alegre agora tem as contas em dia e pode voltar a sonhar. O prefeito citou o Centro Popular de Compras, em construção, que vai reunir todos os vendedores ambulantes num prédio e liberar as ruas centrais da cidade para os pedestres e os veículos, como uma de suas principais realizações. A discussão entre Maria do Rosário e Fogaça foi o momento mais tenso do debate, no qual todos os candidatos tentaram agradar o público, composto majoritariamente por empresários.Já a deputada federal Luciana Genro (PSOL) criticou as coligações que reúnem muitos partidos porque, segundo ela, são o prenúncio de loteamento da estrutura pública. Ela disse que foi expulsa do PT, "com muita honra", por ter se oposto a esse tipo de prática. Manuela D''Ávila (PCdoB), também deputada federal, prometeu criar uma secretaria de desenvolvimento para unificar o atendimento a empreendedores que dependem da estrutura pública para licenciar projetos. "Não vamos discutir falsos dilemas como metrô ou corredores de ônibus, precisamos dos dois."O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) sustentou que é preciso fazer o Estado custar menos, para deixar mais dinheiro nas mãos do cidadão, que acelera a atividade econômica. Ele também defendeu a reutilização urbana do Quarto Distrito, uma área degradada próxima ao centro da cidade. O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB), disse que o município deve interligar online os postos de saúde com os hospitais para evitar atrasos no atendimento aos doentes, que chegam a esperar meses por uma consulta. Não participaram do debate os candidatos Paulo Leonar Rogowski (PHS) e Vera Guasso (PSTU).

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