Mares Guia pede prazo para esclarecer mensalão mineiro

O ministro das RelaçõesInstitucionais, Walfrido Mares Guia, se encontra nestaterça-feira com o procurador-geral da República, AntonioFernando de Souza, e vai pedir um prazo para apresentardocumentos que o eximem de qualquer envolvimento com o chamadomensalão mineiro. O procurador-geral da República apresentará ao SupremoTribunal Federal (STF) denúncia contra os políticos envolvidosno mensalão mineiro, relativo ao suposto uso de caixa 2 nacampanha do hoje senador tucano Eduardo Azeredo à reeleiçãopara o governo de Minas Gerais, em 1988. Segundo matéria da edição desta semana da revista Isto É,Mares Guia apareceria na denúncia como operador do esquemairregular de financiamento da campanha de Azeredo. O esquema, nos mesmos moldes do repetido posteriormentepelo PT, foi intermediado pela SMP&B, a agência do publicitárioMarcos Valério. Mares Guia disse que pediu encontro com o procurador-geralpara ter a oportunidade de esclarecer a questão com a entregade documentos "com explanações cristalinas e circunstancias"sobre os temas abordados nos últimos dias. "Do ponto de vista dos fatos, eu nunca fui coordenador dacampanha de 98. O próprio Azeredo já confirmou isso e eu nãotinha responsabilidades da organização, nem financeira dacampanha", disse o ministro, que foi coordenador da campanha deAzeredo em 1994. " Vou esclarecer com segurança e documentalmente. Portanto,preciso de um prazo para fazer essa entrega", reiterou. Mares Guia disse não se sentir constrangido com asacusações e classificou sua defesa como uma obrigação. "Preciso dar satisfação não só ao presidente, mas a todosque compõem o governo e à população brasileira", disse MaresGuia, acrescentando não ver razão para se afastar doministério. O ministro contou ter tido uma conversa pessoal com opresidente Luiz Inácio Lula da Silva pela manhã, na qual falousobre o encontro que teria com o procurador. "Estou exercendo o pleno direito de me defender."Mares Guia disse que a situação de Renan Calheiros (PMDB-AL)não foi discutida durante a reunião da coordenação política comLula, e afirmou que o governo não cogita pedir a renúncia dosenador. "De jeito nenhum, ele é o presidente constituído."

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