Marcos Valério não tem credibilidade, diz Tarso Genro

O governador gaúcho, Tarso Genro (PT), disse nesta sexta-feira (14) que Marcos Valério não tem nenhuma credibilidade para fazer acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tarso afirmou ainda que existe uma oposição midiática, que usa a imprensa para transmitir a sua mensagem, e listou quem seriam os ícones dessa oposição.

TÁSSIA KASTNER, Agência Estado

14 de dezembro de 2012 | 18h44

"O primeiro deles foi o Roberto Jefferson. Deu no que deu. O segundo foi o Marconi Perillo, quando o Marconi teria dito ao presidente Lula que existia o mensalão. Deu no que deu. Depois foi o Demóstenes Torres. Agora é um cidadão condenado a 40 anos de prisão, que está negociando redução de pena, e que depois de quase 10 anos, lembra que subiu do terceiro para o quarto andar para falar com o presidente Lula, quando na verdade, o gabinete do (ex-)presidente Lula era no terceiro andar."

Tarso estava com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma na visita oficial a Paris nesta semana, e disse que Lula está tranquilo. "Não acredito no Marcos Valério. O Lula está tranquilo, dei um abraço nele. Isso (a acusação de Marcos Valério) bateu na delegação como mais um episódio da luta política do País, que quer desconstituir a herança do (ex-)presidente, que é saudosista dos governos anteriores."

O governador do Rio Grande do Sul também classificou o julgamento do mensalão como um processo dramático de judicialização da política do País. "O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando, mas o seu julgamento está sendo aproveitado para proporcionar um desgaste político ao (ex-)presidente Lula e à herança que ele deixou ao País, e de tabela tentar atingir, no futuro, o governo da presidente Dilma."

Nesta semana, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem que revelou detalhes do depoimento de Marcos Valério ao Ministério Público dado em setembro. O empresário, condenado pelo STF por ser operador do esquema do mensalão, disse que despesas pessoais do ex-presidente teriam sido pagas com recursos desse esquema de compra de votos no legislativo.

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