Marcos Valério deixa a prisão e segue para Belo Horizonte

Réu do mensalão se disse inocente e afirmou estar cansado do jogo político

Eliana Lima, especial para O Estado

14 de dezembro de 2011 | 17h37

O empresário e publicitário Marcos Valério deixou no final da manhã desta quarta-feira, 14, a carceragem da Polinter, em Salvador, onde permaneceu preso por 12 dias. Ele foi beneficiado por uma liminar de soltura concedida pelo ministro Sebastião Reis Júnior da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Valério foi preso no dia 2 de dezembro, em meio a investigações da Operação Terra do Nunca, deflagrada pela Polícia Federal, para combater grilagem de terra na Bahia. Ele deixou a Polinter acompanhado apenas pelos advogados.

 

Ao deixar o complexo policial, localizado no centro da capital baiana, Valério optou pelo silêncio. Entretanto, diante das câmeras, ao esbarrar e derrubar o celular de um cinegrafista, ele abaixou-se para pegar o aparelho telefônico e não teve como evitar as perguntas. Após desculpar-se com o câmera, garantindo ser uma pessoa bem educada, Marcos Valério revelou que retornaria a sua cidade natal, Belo Horizonte (MG) para rever a família. Na capital mineira ele aguaradará o julgamento do habeas corpus pelo STJ.

 

Ele aproveitou para declarar inocência e afirmar que confia na Justiça: "Nada do que é imputado a mim procede", afirmou, acrescentando: "Só tenho uma coisa a dizer, chega de jogo político".

 

Diante de insistentes perguntas sobre sua eventual participação nas denúncias de aquisição ilegal de terra no oeste baiano respondeu de chofre: "Culpado de que, se sequer conheço São Desidério". Ele se referia à cidade baiana distante cerca de 870 km de Salvador, onde a Polícia Federal afirma que ocorria a grilagem.

 

Na terça-feira, foi liberado pela Justiça Francisco Castilho Santos, um dos sócios do empresário. Outra sócia, Margaretti Maria de Queiroz Freitas, deixou a prisão na segunda-feira, 12, também amparada em uma liminar.

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