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Marcos Rogério diz que Cunha contesta relatoria porque deseja que processo volte à estaca zero

O relator do pedido de cassação do deputado afastado afirmou que o peemedebista tem todo o direito a recorrer na CCJ, questionar seu parecer e a decisão do Conselho de Ética, mas que faltam argumentos jurídicos para retirá-lo do caso

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2016 | 16h24

BRASÍLIA - Relator do pedido de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) disse que o peemedebista não tem argumento jurídico para pedir seu afastamento da relatoria do caso. "Ele quer a retirada do relator porque assim o processo voltaria à estaca zero praticamente", concluiu.

Rogério disse que Cunha tem todo direito a recorrer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), questionar seu parecer e a decisão do Conselho de Ética que aprovou o pedido de perda de mandato. No entanto, o relator enfatizou que todo o processo disciplinar seguiu o devido processo legal, dentro do previsto pela Constituição e pelo Regimento Interno. "Não faltou a ele o direito de defesa, ele teve o amplo direito de defesa", declarou.

O deputado era do PDT quando assumiu a relatoria do processo por quebra de decoro em substituição a Fausto Pinato (PP-SP). Logo depois, migrou para o DEM, que integra o bloco do PMDB. Cunha entende que Rogério deveria ter abandonado a função logo que mudou de partido. Já Rogério alega que ocupa uma vaga do PDT. "Vejo como uma argumentação totalmente incabível", comentou.

Na manhã desta terça-feira, 21, Cunha avisou que vai protocolar recursos na próxima quinta-feira, 23, questionando não só a manutenção do relator como a votação nominal com chamada no microfone dos conselheiros.

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