Marco Maia visita Alckmin e agradece apoio do PSDB na Câmara

Candidato à presidência da Casa criticou intenção de Sandro Mabel de concorrer sem o apoio do próprio partido

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2011 | 14h24

SÃO PAULO - Em encontro com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição, Marco Maia (PT-RS), disse nesta quinta-feira, 27, que sua candidatura tem o apoio de 21 dos 22 partidos da Casa e que é de se estranhar que um candidato anuncie intenção de concorrer sem o apoio de seu próprio partido, em clara referência a seu único adversário, o deputado Sandro Mabel (PR-GO). "Talvez o que se estranhe é que ele (Mabel) não tenha o apoio nem do seu partido, que já declarou apoio à minha candidatura e está empenhado na campanha. O PR tem sido um parceiro de todas as horas", afirmou.

 

Maia esteve, nesta manhã, no Palácio dos Bandeirantes acompanhado de lideranças do PT, entre eles o deputado federal Paulo Teixeira (SP), líder da bancada do partido na Câmara, Ricardo Berzoini (SP), Arlindo Chinaglia (SP), e o líder do PSDB na Casa, Duarte Nogueira (SP). "Estamos primeiro reafirmando o agradecimento ao governador Geraldo Alckmin, que foi importantíssimo na decisão que o PSDB tomou de nos apoiar e que determinou que gradativamente todos os partidos da Câmara viessem declarar apoio", afirmou Maia, ao negar que a visita ao governador tucano se deva ao anúncio da candidatura de Sandro Mabel.

 

Alckmin defendeu que o processo de sucessão na Câmara obedeça o critério da proporcionalidade. "Os embates e os debates devem ocorrer sempre no Plenário, mas a Mesa Diretiva deve representar a todos, a minoria e a maioria", justificou o governador, ao lembrar que essa tese era a defendida pelo ex-governador de São Paulo Mário Covas.

 

Maia ressaltou que sua candidatura proporciona uma composição equilibrada da Câmara e que representa a proporcionalidade. "Não me sinto nem candidato da situação, nem da oposição", afirmou.

 

Royalties

 

Questionado sobre o debate envolvendo a redistribuição dos royalties do petróleo, Maia defendeu que a discussão seja feita na Casa, conversando com todos os partidos e construindo um consenso que respeite o pacto federativo. "Se de um lado é verdade que precisamos ter uma equação mais equilibrada da distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal, por outro lado é verdade que precisamos olhar com carinho para os Estados que já recebiam os royalties."

 

Antes de encerrar sua campanha, Maia deve ainda visitar nesta quinta o Rio de Janeiro. O deputado negou que, nesta reta final, pretenda procurar Mabel para dissuadi-lo de sua candidatura. "Eu não o procurarei para isso", disse, ao insinuar que a iniciativa deve partir do PT. O líder do PT na Casa, Paulo Teixeira, admitiu que o partido trabalha nos bastidores para convencer Mabel a desistir. "Devemos até terça-feira, 1, convencê-lo ou disputar para ganhar a eleição."

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