Marco Maia diz que não há clima no País para novo imposto para Saúde

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse hoje que "não há clima no País para aumento de imposto e carga tributária", para captar recursos direcionados à área da Saúde. Segundo Maia, estão sendo discutidas outras fontes para esse fim, a exemplo de soluções envolvendo os royalties do petróleo e o DPVAT. Ele disse que, até o dia 28, quando está prevista a votação da Emenda 29 na Câmara, que prevê mais recursos para a saúde, será encontrada uma solução. "Técnicos estão discutindo sobre essa questão para encontrar algum mecanismo", disse Maia, na entrada do Seminário sobre Desenvolvimento de Infraestrutura no Pós-crise, que ocorre na sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília.

KARLA MENDES, Agência Estado

12 de setembro de 2011 | 16h46

De acordo com Marco Maia, no dia 20 será realizada audiência pública com o ministro da Saúde e especialistas da área e no dia 21 ele, Maia, se reunirá com governadores durante almoço para discutir o assunto e encontrar "uma contribuição que não seja um novo imposto". Entre as alternativas, a que tem uma "simpatia maior", segundo Maia, é a que a faz a distribuição de forma equânime dos royalties do petróleo entre Estados produtores e não produtores.

Questionado sobre a proposta que reajusta os salários dos servidores da Câmara, Maia disse que é "apenas um projeto". E explicou que "existe um desequilíbrio entre os salários dos servidores da Casa e de outros órgãos do Legislativo. "O salário da Câmara não está compatível com o salário de Brasília", disse.

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