Marco Maia deverá anular convocação de Palocci

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deverá anular a votação da convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aprovada anteontem na Comissão de Agricultura da Casa. Os líderes da base estão convictos de que, após analisar as imagens e fazer uma espécie de "sindicância" sobre a reunião, Maia vai invalidar a convocação e determinar a realização de nova votação - a ideia é que isso ocorra na quarta-feira.

AE, Agência Estado

03 de junho de 2011 | 09h00

Para anular a convocação de Palocci, o presidente da Câmara está trabalhando em duas linhas. Ele está levando em consideração o fato de o presidente da Comissão, Lira Maia (DEM-PA), ter ensaiado um recuo momentos depois de ter proclamado o resultado. Lira chegou a propor uma nova votação, mas foi impedido pelo líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Outro argumento se baseia na questão de ordem pedindo a anulação da votação, assinada por 30 dos 40 integrantes da Comissão de Agricultura. "É público e notório que a maioria dos deputados não aprovou o requerimento", afirmou Maia.

Diante da provável anulação da votação, os partidos de oposição se preparam para recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Já avisamos que, se Marco Maia anular a convocação, iremos ao Supremo para garantir o respeito à Constituição, que estipula que apenas as comissões da Casa podem deliberar sobre a convocação de ministros", afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). É uma forma de "colonizar" o Supremo com a crise de Palocci e prorrogar o sangramento do ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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