Marco Maia defende CPI do Cachoeira sem sub-relatorias

Para presidente da Câmara, dividir as atribuições pode fazer a CPI perder o foco na investigação

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

27 de abril de 2012 | 16h21

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta sexta-feira, 27, que não sejam criadas sub-relatorias na CPI mista do Cachoeira, instalada nesta semana. Para Maia, dividir as atribuições pode fazer a CPI perder o foco na investigação. O relator Odair Cunha (PT-MG) e o presidente da Comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB), já tinham manifestado posição semelhante.

"Acho que a decisão de não ter sub-relatorias deixa mais conciso o relatório e ao mesmo tempo permite que o relator, que tem a maior responsabilidade, possa estar conectado com todos os temas e todos assuntos", disse Maia, que participa na tarde desta sexta-feira de uma sessão na Câmara em homenagem aos metalúrgicos.

Para ele, dividir o comando pode fazer com que a investigação não atinja seu objetivo. "A CPI precisa de foco, estar centrada e ter um comando para permitir que se possa investigar o necessário". Maia destacou que na CPI que relatou, do Apagão Aéreo, em 2007, não houve sub-relatorias e ironizou as críticas da oposição que contava com a divisão do trabalho para ter espaço na investigação sobre as relações do empresário Carlinhos Cachoeira. "Para participar mais, precisa ter mais votos nas eleições, essa é uma regra básica. A composição das comissões se dá a partir da representação."

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