Marco Maia apoia corte do ponto de servidores grevistas

Ex-sindicalista, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu o tratamento dado pelo governo Dilma Rousseff na condução das negociações com os servidores públicos federais grevistas. Para ele, o governo está certo ao cortar o ponto dos funcionários em greve. "Tem que se dar aos servidores o mesmo tratamento dado aos trabalhadores da iniciativa privada. Os servidores não podem ficar em greve e receber o salário na integralidade", disse.

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 12h46

Os porcentuais de reajuste farão parte da proposta de Orçamento da União para 2013, que será enviada ao Congresso na próxima quinta-feira (dia 31). Segundo Maia, os itens que não forem acordados entre os grevistas e o governo poderão ser tratados na Câmara, durante a discussão da proposta orçamentária. "O que não houver acordo, vamos procurar ajudar", disse.

Maia também defendeu a votação do fim do fator previdenciário logo depois das eleições municipais de outubro. Na sua avaliação, o fator que incide sobre as aposentadorias dos trabalhadores da iniciativa privada é "injusto". "Precisamos encontrar uma fórmula de cálculo que beneficie o trabalhador", afirmou Maia.

O fator previdenciário é um mecanismo que incide sobre as aposentadorias do INSS, que combina idade com tempo de contribuição. Quanto mais jovem o trabalhador, menor o valor do benefício. O governo resiste a mudanças no mecanismo e se opõe à votação do fim do atual sistema.

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