Celso Junior/AE
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Marco Aurélio Mello decidirá sobre destino de Arruda até 12h30

Governador do Distrito Federal foi preso por ordem do STJ, após suposta tentativa de subornar testemunha

Mariângela Gallucci e João Domingos, da Agência Estado,

12 Fevereiro 2010 | 09h35

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, relator do pedido de habeas-corpus que pede a soltura do governador licenciado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda, disse na manhã desta sexta-feira, 12, à Agência Estado, que deve tomar uma decisão até as 12h30. Ele está analisando informações enviadas ontem à noite pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que levaram a decretação de prisão de Arruda.

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O governador licenciado passou a noite preso em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal (PF). Ele e outras quatro pessoas são acusados de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora - em que é acusado de comandar "organização criminosa" - e de obstrução à Justiça.

 

Segundo despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves, que preside o caso, Arruda e seu grupo valem-se "do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade". O vice Paulo Octávio (DEM) assumiu o governo.

 

Coação

A decisão teve como base um despacho de Gonçalves, segundo o qual "organização criminosa instalada no governo do Distrito Federal continua valendo-se do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade".

Ainda de acordo com o ministro do STJ, esse mesmo grupo busca dilapidar verbas públicas e apagar vestígios dos delitos cometidos no Distrito Federal.

O temor de que Arruda e aliados poderiam coagir testemunhas surgiu na semana passada, após a prisão em flagrante de Antonio Bento da Silva, que entregou R$ 200 mil ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, uma das testemunhas do "mensalão do DEM".

 

Defesa

 

Ontem, os advogados de Arruda entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. "A prisão é ilegal, abusiva e desnecessária", alegou o advogado Nélio Machado. O ministro do STF Marco Aurélio Mello deve decidir hoje sobre o recurso.

Os advogados argumentaram, ainda, que Arruda foi submetido a constrangimento ilegal por "uma medida açodada, diante de investigação inconclusa, em afronta às tradições de nossos tribunais".

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