Marco Aurélio Garcia: Índio 'é perturbado' e cairá no 'anonimato'

O ministro Alexandre Padilha, por sua vez, disse que ataques de tucanos miram no presidente Lula

Leonencio Nossa e Luciana Nunes Leal / BRASÍLIA E RIO, Agência Estado

22 Julho 2010 | 17h49

Petistas ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência atacaram nesta quarta-feira, 22, o candidato a vice do tucano José Serra, deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Ao ser questionado sobre as declarações de Índio, que associou o PT às Forças Armadas Revolucionários da Colômbia (Farc) e essas ao Comando Vermelho, o assessor de Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia chamou o deputado de "perturbado". Já para o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, as investidas de Índio tem como alvo o presidente Lula.

 

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"Qualquer dia vão estar ligando o PT com os Cavaleiros do Apocalipse. Esse sujeito é um perturbado. Vai cair no anonimato. Depois das eleições, vai ser vereador no Rio de Janeiro", disse Garcia. O assessor, que é um dos coordenadores da campanha de Dilma, também criticou o uso da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, como estratégia eleitoral da oposição. Para ele, trata-se de uma questão que está sendo resolvida no âmbito da Receita Federal. Garcia avaliou que a oposição comete um "erro brutal" ao tentar usar o episódio nas eleições. "A opinião pública não é idiota", afirmou.

 

Padilha, por sua vez, aproveitou as declarações do vice de Serra para tentar enfraquecer a estratégia oposicionista de poupar o presidente e centrar críticas e acusações no PT e em Dilma.

 

"Não quero comentar estratégia que pessoas ou partidos que são contra o presidente Lula possam ter. Cada vez fica mais claro quem é a favor do presidente Lula e a favor do governo e quem é contra o presidente Lula. Estava guardada dentro do armário a verdadeira capa anti-Lula e começa a aparecer. Com o inverno, resolveram abrir o baú e puxar a capa anti-Lula", disse o ministro ao ser questionado sobre as declarações de Índio. "É uma postura agressiva contra o governo, contra o presidente Lula, contra os aliados do presidente", insistiu.

 

"Fico triste e lamento que uma pessoa jovem possa acreditar que baixaria, agressão, possa surtir algum efeito eleitoral. O Brasil amadureceu", disse Padilha, referindo-se a Índio da Costa.

 

Questionado sobre a relação do PT com as Farc, Padilha disse que "tem que perguntar ao presidente do PT". E foi enfático ao afirmar que o partido não tem "nenhuma ligação com o narcotráfico". Segundo o ministro, "a orientação da candidata Dilma, do presidente Lula é de que não vamos entrar nessa clima de baixaria". Como Lula, Padilha comparou política e futebol. "Não vamos permitir qualquer campanha de difamação do PT. Nosso time entra para jogar futebol-arte. Não para chutar da medalhinha para cima nem para ficar cavando falta", declarou.

 

Debate 

 

O ministro de Relações Institucionais negou que Dilma esteja fugindo do debate com os adversários e mais uma vez recorreu à metáfora futebolística. "Você tem vários jogos e vários campeonatos. A campanha está discutindo qual é o melhor campeonato para disputar. Qual é o campeonato mais representativo, que atenda a população. A ministra não tem medo nenhum de debater nem com a sociedade nem com os demais candidato", afirmou. Padilha aproveitou para elogiar o candidato a vice de Dilma Rousseff, deputado Michel Temer (PMDB-SP). "Temos orgulho de mostrar nosso vice, agregador, que articula os vários partidos, que não precisa fazer autopromoção para aparecer, que tem história e vai ter papel fundamental na campanha e no próximo governo", declarou.

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