Marco Aurélio Garcia diz que 'não há caça às bruxas' nos ministérios

Assessor do Planalto rejeita a existência de 'faxina' nos Transportes e afirma que só aconteceu um processo de afastamento dos envolvidos em irregularidades

Tânia Monteiro, Enviada especial,

28 de julho de 2011 | 04h18

LIMA - O assessor especial do Planalto, Marco Aurélio Garcia, declarou que “não há processo de caça às bruxas” no PR por causa das demissões realizadas no Ministério dos Transportes. Para ele, esta interpretação tem por objetivo “tentar desestabilizar a aliança política”. E emendou: “a aliança política está muito sólida e não será desestabilizada”. O assessor acompanha a presidente Dilma Rousseff na posse do presidente venezuelano, Ollanta Humala, nesta quinta-feira, 28.

Marco Aurélio rejeitou também o termo “faxina” para o processo de afastamento das pessoas envolvidas em irregularidades no Ministério. “Eu queria corrigir a sua observação. Não é uma faxina no PR. É uma limpeza que se fez em um ministério, em particular, em função de denúncias concretas. Não é nenhuma ação contra os partidos”, disse Marco Aurélio, que admitiu que ela poderá se estender a outros partidos, inclusive o PT. “Se houver problemas em qualquer partido ou em particular com o meu partido, o PT, esses problemas serão averiguados sob critérios bastante republicanos. Não há problema sobre isso”, avisou.

Questionado se o governo não teme que a resposta à faxina venha nas votações no Congresso, Marco Aurélio declarou que não crê nessa possibilidade porque a aliança partidária é sólida e duradoura. “Não acredito que venha no Congresso. Até agora todos os partidos têm reagido com muita tranquilidade. Não tenho visto nenhuma manifestação no sentido contrário e acho que os próprios partidos, se têm pessoas que cometem mal feito no seu interior, eles próprios estarão interessados em participar disto que vocês têm chamado de faxina”, afirmou em entrevista, em Lima, onde acompanha a presidente Dilma Rousseff, á posse do presidente peruano Ollanta Humala.

“Vamos fazer uma pequena correção. Não está havendo uma faxina no PR”, insistiu Marco Aurélio. “Houve uma série de mudanças que ocorreram no Ministério dos Transportes, em função de questões concretas que aparecerão e que serão averiguadas. E, uma vez averiguadas serão encaminhadas, se houver efetivamente consistência nas acusações serão encaminhadas à Justiça”, emendou.

Lembrado que existem problemas também em outros ministérios, Marco Aurélio avisou: “se há problemas eles devem ser averiguados”. Diante da insistência dos jornalistas, se a presidente pode promover faxina nos demais ministérios comandados por outros partidos, como PMDB e PT, o assessor de Dilma encerrou: “ eu não quero raciocinar sob hipótese, não vamos ir nesta direção, isto é tentar criar um clima de desestabilização da aliança e não haverá desestabilização da aliança. Vamos ter claro isto. Esta é uma aliança sólida e duradoura e se houver problemas em qualquer partido serão investigados”, completou.

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