Celso Junior|AE
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Marco Aurélio diz que ainda não sabe se vai abrir mão de migrar para Segunda Turma do STF

Ministro da Corte, porém, afirmou estar satisfeito no atual colegiado; Edson Fachin, que demonstrou interesse de migrar, precisa que colegas há mais tempo no Supremo abram mão da mudança

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2017 | 14h28

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou nesta quarta-feira, 1, que ainda não sabe se vai abrir mão de migrar da Primeira para a Segunda Turma da Corte. Ele ponderou, contudo, que está muito satisfeito no atual colegiado. Colega de Marco Aurélio na Primeira Turma, o ministro Edson Fachin formalizou nesta quarta perante a presidência da Corte o pedido para migrar para a Segunda Turma do STF. Como é o integrante mais novo, Fachin depende de que os outros quatro colegas do colegiado abram mão da transferência.

“Não sei se vou abrir (mão). Vou aguardar o ofício que espero receber da ministra Cármen Lúcia", disse ao ser questionado se abriria mão da Segunda Turma. “Nestes 38 anos de juiz jamais me escolhi relator deste ou daquele processo. Estou muito satisfeito na primeira turma", afirmou ao chegar ao edifício-sede para a primeira sessão plenária do ano.

O ministro também afirmou que Fachin o telefonou nesta quarta para falar sobre sua vontade de migrar para a Segunda Turma, colegiado onde são julgados muitos processos da Operação Lava Jato, como recebimento de denúncias contra senadores e deputados federais.

Questionado sobre a tendência da presidente do STF, Cármen Lúcia, de sortear a relatoria da Lava Jato entre os integrantes da Segunda Turma, Marco Aurélio disse que: "Não fico aliviado porque nunca fugi nem do trabalho nem do enfrentamento de grandes questões. Claro que prefiro assistir a tudo da arquibancada".

O ministro também comentou a saída do STF do juiz Márcio Schiefler, auxiliar de Teori Zavascki e considerado o principal assistente do ministro morto em acidente na condução da Lava Jato. Marco Aurélio afirmou que a mudança não causa nenhum baque para a operação. "O importante é o relator", disse o ministro.

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