Marco Aurélio afirma que menção a prisões do Brasil 'é uma vergonha'

Ministro do Supremo Tribunal Federal comentou decisão da Justiça italiana ao negar o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, por considerar as prisões brasileiras precárias

BEATRIZ BULLA, Estadão Conteúdo

28 de outubro de 2014 | 16h45

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a justificativa usada pela justiça italiana para rejeitar pedido do governo brasileiro para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado por envolvimento no mensalão "é uma vergonha para o Brasil".

A Corte de Apelação de Bolonha negou o pedido brasileiro por considerar a situação das prisões no País precária. "Se considerarmos algo que talvez esteja em desuso no Brasil, que é a dignidade do homem, é procedente o pronunciamento italiano", disse Marco Aurélio, ao final da sessão da 1ª Turma do STF nesta terça.

Ele lembrou do pronunciamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou a comparar presídios brasileiros a "masmorras". "O óbice vislumbrado pela Itália foi justamente o que nosso ministro apontou como masmorras", disse o ministro do Supremo. Em novembro de 2012, o atual ministro da Justiça chegou a afirmar que "preferiria morrer" a cumprir pena em um presídio brasileiro e classificou o sistema penitenciário como "medieval".

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