MARCO ANTONIO TEIXEIRA

CIENTISTA POLÍTICO E PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE GESTÃO PÚBLICA DA FGVSP

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 23h04

A adesão aos protestos foi menor em número de pessoas e de cidades envolvidas. Isso pode configurar uma tendência de encolhimento dos movimentos anti-Dilma? É cedo para tal afirmação.

Diferentes grupos anti-PT buscam agora estabelecer interlocução com a política institucional e levar ao Congresso a demanda pelo processo de impeachment, o que ainda não encontra amparo factual. Mas o deslocamento para a política institucional é importante para isolar extremistas que demandam intervenção militar e afastam pessoas que rejeitam saída para a crise que não seja pela via democrática.

O governo, por sua vez, resolveu ser discreto. Evita expor a presidente e ministros em pronunciamentos ou entrevistas que antes apenas ampliavam o problema ao gerar panelaços. Também vem mudando sua estratégia de comunicação para reduzir desgaste público. Como novidades podem ainda surgir da Operação Lava Jato e de outros escândalos, não se pode vislumbrar a curto ou a médio prazos tempos de paz para ninguém, nem para os comandantes do Legislativo.

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