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Marcha do MST passa por manifestação de ruralistas no RS

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e ruralistas do Rio Grande do Sul voltaram a ficar frente a frente nesta quinta-feira, no entroncamento das BRs 392 e 290, em Caçapava do Sul. Ao contrário dos dois encontros anteriores, em São Sepé, quando os produtores rurais bloquearam a passagem da marcha dos 800 sem-terra, desta vez o caminho ficou liberado e os grupos limitaram-se a gritar palavras de ordem e a trocar algumas ofensas. Não houve incidentes. As duas manifestações ficaram separados por 100 agentes da Brigada Militar ( a polícia militar gaúcha) e da Polícia Rodoviária Federal.Os sem-terra, que haviam pernoitado à margem da BR-392, caminharam 13 quilômetros e voltaram a acampar à beira da estrada, na BR-290, perto da localidade de Cerrito do Ouro, no território de São Sepé. De lá pretendem seguir em direção a São Gabriel, onde esperam fazer um ato público com 10 mil pessoas e ocupar as terras do agropecuarista Alfredo Southall se a Justiça confirmar a desapropriação decretada pelo governo federal e contestada pelo proprietário. A marcha saiu de Pantano Grande há 52 dias, já percorreu cerca de 300 quilômetros e ainda está a 80 quilômetros do centro urbano de São Gabriel.Embora relatem que o encontro com os ruralistas tenha sido calmo, os sem-terra queixam-se de provocações que teriam sofrido durante a noite, como a queima de fogos de artifício e a manutenção de uma máquinas que produz som para espantar pássaros das lavouras de arroz perto do acampamento.A manifestação dos ruralistas reuniu cerca de 400 pessoas. Equipes montadas pelos sindicatos rurais estão se revezando na tarefa de monitorar cada passo dos militantes do MST. "Onde eles forem nós vamos atrás", promete o presidente do Sindicato Rural de Caçapava do Sul, Joaquim Mesquita da Costa. "No Rio Grande do Sul eles não vão invadir terras."

Agencia Estado,

31 de julho de 2003 | 19h21

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