Marcha de Prefeitos busca a 'melhor política', diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff iniciou seu discurso, durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, nesta quarta-feira, 10, dizendo que o evento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) é uma experiência única. "Sabemos que essa Marcha, ela tem sentido. Um sentido que busca construir uma melhor política para a população do Brasil", afirmou a presidente.

LAÍS ALEGRETTI E RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 12h37

"Fomos eleitos pelo povo e temos a obrigação de entregar o que é uma melhor política pública", acrescentou Dilma, destacando que sabe da importância para os prefeitos da parceria entre as três esferas da Federação - governo federal, Estados e municípios. "O governo federal tem absoluta consciência de que a qualidade da política de serviços públicos, a melhoria de serviços públicos que a nossa população tanto quer, nós sabemos, sejam os que foram para a Marcha ou os que não foram, todos querem a mesma coisa: melhores serviços públicos", disse.

Dilma disse que é preciso que todos façam um grande esforço, lembrando que o Brasil mudou nos últimos dez anos e mudou para melhor. "E foi porque mudou que hoje estamos nos esforçando, dando o melhor de nós, para que o Brasil tenha mais direitos sociais."

Ela disse que todos querem melhor saúde, melhor educação, melhor pavimentação, mobilidade urbana. Lembrou que saúde e educação são investimentos, mas também custeio. "Esse Brasil que nos últimos dez anos teve o maior processo de distribuição de renda, ele anseia e ele exige melhores serviços públicos", disse, acrescentando que o governo federal é parceiro. "Parceiro para resolver problemas e encaminhar soluções".

Tumulto

A presença da presidente acabou provocando um certo tumulto na frente do auditório onde ocorre o evento, no início das atividades. Como o local estava muito cheio, as portas foram fechadas, impedindo a entrada das pessoas e cerca de 200 participantes que ficaram do lado de fora, protestaram e ameaçaram entrar, aos gritos de "fora Dilma".

Participantes do evento da CNM reclamaram da falta de lugares na plateia e de o acesso deles ao local ter sido impedido. Entretanto, quando a presença da presidente Dilma foi anunciada, todos aplaudiram. Na terça-feira, 9, a ausência da presidente Dilma na Marcha foi vaiada pela plateia. A participação da presidente estava prevista para a abertura do evento na manhã de ontem, mas o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, anunciou que ela participaria apenas no dia de hoje.

Ziulkoski criticou hoje a falta de transparência no País. "Todo mundo fala em pacto, só que o pacto que queremos colocar aqui e que a rua quer é o pacto da verdade. Não dá mais pra maquiar nada do Brasil", disse. Em seguida, ele pediu que os municípios "abram" as prefeituras, exerçam plenamente a transparência e chamem a população para se apropriar do que é dela.

Afirmou ainda que as manifestações "não são contra o governo federal, são contra todos nós e a favor de nós". Ele aproveitou o discurso, ainda, para criticar a carga tributária no Brasil e disse que é necessário terminar com a renúncia fiscal imediata no ICMS.

Royalties

O presidente da CNM avaliou que "a questão de royalties deve ser abordada de modo que todos os municípios sejam tratados da mesma forma". Ele disse esperar que o STF decida "imediatamente" sobre royalties. "Todo mundo está praticamente afogado. Onde pode entrar mais recurso?", questionou. Ziulkoski afirmou também, em referência aos gastos do Poder Executivo, que os prefeitos têm que "cortar na carne" e reduzir no mínimo pela metade a quantidade de secretários.

Ele criticou ainda as emendas parlamentares que, segundo ele, tem execução de 18%. "O custo, presidenta, de uma emenda ou de transferência de um programa leva em média 36 meses para terminar. Sabe quanto custa? Custa muito do que foi transferido", disse. Ziulkoski afirmou ainda que está colhendo assinaturas para acabar com emendas parlamentares.

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