'Marcha da insensatez', diz Randolfe sobre Renan não acatar afastamento determinado pelo STF

Senador do Rede classificou situação como absurda e que é como 'tocar fogo no Parlamento, como fizeram os nazistas'

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2016 | 15h58

BRASÍLIA - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou a resistência de Renan Calheiros (PMDB-AL) em acatar decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o seu afastamento da presidência do Senado.

"É o ápice da marcha da insensatez, é levar as instituições ao confronto total. É tocar fogo no Parlamento, como fizeram os nazistas", disse.

Como mostrou o Estado, o oficial de justiça que iria notificar Renan o aguardou na sala da presidência do Senado por quase seis horas. Na tarde desta terça, senadores da Mesa Diretora assinaram um documento em confronto à decisão do STF no qual dizem não aceitar o afastamento de Renan. 

Randolfe classificou a situação como absurda e afirmou que a decisão judicial precisa ser cumprida. "O Senado não pode ficar sem saber quem é o seu presidente", disse.

A liminar do ministro do STF que determinou o afastamento de Renan do cargo atendeu a um pedido da Rede, partido de Randolfe. A legenda alega que réus não podem fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. Na semana passada, a Corte aceitou uma denúncia contra Renan, o que fez com que o peemedebista passasse a responder por  uma ação penal.

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