MARCELO CASTAÑEDA

SOCIÓLOGO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO DA UERJ

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 23h15

A diminuição da quantidade de presenças nos protestos anti-Dilma não reflete uma diminuição da indignação que permeia o País e que será cada vez mais sentida e mobilizadora. A meu ver, esta diminuição das presenças tem a ver com a dificuldade que setores mais conservadores e à direita do espectro político enfrentam ao tentar manter um nível permanente de mobilização, ainda que em São Paulo a mobilização não tenha sido pequena, mas menor que em 15 de março.

Isso sinaliza que existe um espaço político para que setores mais independentes do governo em um campo progressista possam capitalizar esta indignação numa perspectiva democrática e propositiva, indo além do vazio, do governismo ou de um “Fora Dilma”. Existe espaço para a criação de pautas e sentidos frente às crises que vivemos, e isto deve partir da sociedade indignada.

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