Marcelo Candido tenta fazer sucessor e evitar prévias no PT de Suzano

Prefeito diz que partido deve definir o nome do candidato até dezembro: ‘Uma prévia sempre deixa algumas fissuras’

Jair Stangler, do estadão.com.br

18 de outubro de 2011 | 21h42

Após oito anos de mandato, a missão do prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), é fazer seu sucessor. Como em outras cidades, e conforme decisão do PT nacional, o desafio é evitar o desgaste causado pelas disputas internas. "Uma prévia sempre deixa algumas fissuras", avalia. Por isso, Candido não entrega nomes.

 

Há cerca de 4 meses, o PT abriu um processo interno de consulta aos filiados. Para evitar disputa antecipada entre os petistas, foi criado um grupo de trabalho para definir estratégias eleitorais, inclusive com aliados. “Uma das primeiras proposições do GTE foi a não indicação de nomes para evitar a especulação", explica Candido.

 

No entanto, o prefeito não descarta a realização de prévias. "É direito de o filiado reivindicar o exercício da prévia. Mas nós estamos trabalhando para construir o consenso", explica. Por enquanto, a única certeza é que o PT vai encabeçar a chapa. "A meta é chegar ao consenso em dezembro. A imprensa tem especulado alguns nomes. Mas dentro do PT não tem nada", completa. Ele se diz bastante otimista em relação à possibilidade de manter a prefeitura.

 

Apesar do otimismo, Candido avalia o cenário como difícil e prevê que o ex-prefeito Estevão Galvão de Oliveira, líder do DEM na Assembleia Legislativa de São Paulo, é um possível candidato. Para ele, que já perdeu para Oliveira quando este disputava a reeleição em 2000, o legado do democrata foi contestado na prática pelas ações do governo petista, o que pode contribuir a seu favor. “Pode ser que ele queira disputar, ele é um bom candidato para derrotar”, registra.

 

PMDB fora da chapa. Em Suzano, a aliança PT-PMDB atualmente se repete. Mas para as próximas eleições não deve acontecer, já que o partido do vice-prefeito, Walter Roberto Bio, anunciou que vai lançar candidato próprio. A decisão foi tomada após a intervenção feita pelo PMDB de São Paulo que, após a morte de Orestes Quércia, realizou uma limpeza ética nos diretórios no Estado para garantir a fidelidade partidária. Candido, no entanto, pontua que o vice não acompanhou o partido. "O vice continua conosco e não concorda com o PMDB", afirma.

 

A política de alianças na região, segundo o prefeito, segue a orientação nacional e apoia a presidenta Dilma. Segundo ele, a estratégia visa manter os partidos que já estão na base de apoio - PCdoB, PSC, PV, PSB e PDT. Candido afirma ainda que o PT conversa também com siglas como PSL, PHS, PTN e PRB.

 

Com a maior bancada na Câmara, o PT atualmente possui quatro de 14 vereadores. No entanto, o aumento de lugares na Câmara para 21 pode fazer com que a bancada petista chegue a sete vereadores. Mas, para ele, mais importante é aumentar a base governista, para que o próximo governo tenha uma condição melhor que a sua. "Hoje é o PT e mais um, do PDT", diz.

 

Apoio incontestável. Mesmo ciente de que a agenda de Luiz Inácio Lula da Silva é disputadíssima, Candido conta com a participação do ex-presidente Lula na campanha em Suzano. Ele argumenta que o alto índice de aprovação do presidente também reflete na cidade e considera seu apoio incontestável.

 

"Aquilo que se demonstrou na última pesquisa Datafolha, que ele influencia 40% do eleitorado, ocorre em Suzano também", afirma. Candido, no entanto, é bem otimista e acredita que, com a prioridade que Lula vem dando para as cidades da região metropolitana, Suzano estará em seu horizonte geográfico.

 

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