Marca do PT é essa, uma denúncia por semana, diz Aécio

Candidato tucano ao Planalto declarou que Dilma não tem condições morais para governar em um eventual segundo mandato

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 13h29

Candidato do PSDB à presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB) explorou neste sábado, 13, os escândalos na Petrobras e atacou duramente a presidente Dilma Rousseff (PT). Ao lado de aliados, Aécio declarou, em entrevista antes de participar de uma grande carreata pelas ruas de BH, que a presidente Dilma não tem condições morais para governar o país em um eventual segundo mandato.

De acordo com o tucano, corrupção é a marca do governo Dilma. "O governo da presidente Dilma perdeu as condições, perdeu autoridade até moral de pleitear um segundo mandato. A marca do governo do PT é essa: uma denúncia por semana. E cada uma mais grave do que a outra. O Brasil não merece viver com sustos como esse. Nós temos de resgatar o padrão ético na presidência da República. Nós temos de resgatar a capacidade do estado oferecer serviços de melhor qualidade", criticou.

Segundo Aécio, o governo brasileiro não pode ser alvo permanente de ataques e denúncias em razão de "tantos mal feitos". "Aliás, acho que essa expressão, aí já há um equívoco semântico, porque malfeito é muito pouco para a gravidade daquilo que estamos assistindo acontecer na máquina estatal", ironizou.

O ataque do tucano foi em cima de repercussão de reportagem da revista Veja, que neste fim de semana divulgou que o PT teria desembolsado R$ 6 milhões para evitar que o nome de integrantes da cúpula do partido não fosse envolvido no escândalo da Petrobras. De acordo com a revista, a legenda estaria sendo chantageada por criminosos que teriam documentos que ligariam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilberto Carvalho, coordenador da campanha de Dilma, com as denúncias na estatal petrolífera.

Em relação à presidenciável Marina Silva, Aécio amenizou o tom. "A candidata Marina não adquiriu as condições de governabilidade para enfrentar as dificuldades que nós teremos pela frente. Nós somos a mudança segurança, consistente, responsável e corajosa que o Brasil espera e precisa viver", afirmou.

Mesmo estando em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Aécio evitou falar sobre uma possível e derrota. Voltou a destacar a crise na Petrobras e atacou novamente a presidente Dilma.

"Não existe essa hipótese para nós (de não ir para segundo turno). Vamos para o segundo turno, não sei com quem. E vamos estar porque a mudança somos nós. Tenho respeito por todas as candidaturas, mas a presidente da República, a candidata do PT, perdeu as condições de governabilidade, o Brasil é um susto por semana.

O que está acontecendo com o Brasil, em especial com a Petrobras, é algo acintoso, vergonhoso", afirmou. E completou: "A presidente da República perdeu a governabilidade e a candidata Marina não adquiriu essas condições. Governar é mais do que ter boas intenções, até porque todos nós as temos. Não posso crer no momento que o Brasil vai encontrar um quadro de grande complexidade na economia, dificuldades de toda ordem, nós vamos correr novos riscos.

Governo não é local para aprendizado, nós é que temos as melhores condições de dar ao Brasil o rumo que o Brasil precisa. Minha determinação é enorme porque o Brasil não pode correr o risco de viver daqui a quatro anos a mesma frustração que está vivendo hoje com uma presidente da República que resolveu aprender no exercício do cargo". (Ezequiel Fagundes)

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