Dida Sampaio|Estadão
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Maranhão se recusa a revogar ato que flexibiliza pagamento de horas extras e convoca reunião

Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente interino da Câmara disse que vai levar a decisão para referendo na Mesa Diretora da Casa

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2016 | 18h20

BRASÍLIA - O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), avisou que não voltará atrás do ato que flexibilizou as regras para pagamento de horas extras aos servidores da Câmara. Maranhão, no entanto, informou que levará a decisão para referendo da Mesa Diretora da Casa na próxima reunião.

"Acredito que os servidores que acompanham os trabalhos da Casa, assessorando os parlamentares ao longo das noites de debates, devem ser remunerados pelas horas extras, mas como existem parlamentares contrários ao pagamento aos que trabalham mais tempo, deixando até mesmo o convívio de seus familiares, muitas vezes, madrugada adentro, vou levar para uma decisão colegiada", disse o pepista, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa da Câmara.

O anúncio acontece um dia após o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), afirmar que recorreria aos membros da Mesa para revogar o ato unilateral de Maranhão.

A Câmara havia restringido o número de funcionários que poderiam trabalhar durante as sessões noturnas e, assim, receber horas extras. Antes das restrições, a Casa gastava R$ 1,2 milhão por sessão com o pagamento de horas extras. Após o arrocho, o gasto por sessão caiu para R$ 517 mil.

Pelo ato de Maranhão, assinado há duas semanas, cada gabinete e cada liderança partidária pode dizer quantos funcionários quer trabalhando à noite. "Não dá para a gente voltar para trás num negócio que deu certo", argumentou Mansur.

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