DANIEL TEIXEIRA|ESTADAO
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Maranhão se compromete com líderes partidários a não participar do plenário nesta semana

Anúncio foi feito em reunião nesta quarta-feira; votações devem ser conduzidas pelo primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP), ou pelo segundo vice-presidente da Casa, Fernando Giacobo (PR-PR)

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 12h04

BRASÍLIA - O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), se comprometeu com parlamentares do PTB, PDT, PR, Solidariedade e PP que não conduzirá as sessões em plenário desta semana a fim de "evitar tumultos". O apelo dos parlamentares foi feito nesta quarta-feira, 18, antes da reunião com os líderes. O grupo de deputados combinou que Maranhão assumirá apenas trabalhos internos da Casa e que a condução das votações será feita pelo primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP), ou pelo segundo vice-presidente, Fernando Giacobo (PR-PR).

De acordo com Rogério Rosso (DF), líder do PSD na Câmara, o deputado André Moura (PSC-SE), anunciado nesta quarta como novo líder do governo na Câmara, também participou da reunião paralela que definiu o acordo.

Segundo o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), Maranhão começou a reunião com os líderes dizendo que "não gostaria de estar nesse lugar, mas que a história o colocou nesse lugar". O combinado foi feito em separado e não é unanimidade entre as lideranças de partidos como PT, que anunciou durante o encontro que vai obstruir as votações das Medidas Provisórias. Os líderes do DEM, Pauderney Avelino (AM), e do PPS, Rubens Bueno (PR), que defendem a saída imediata de Maranhão do cargo, não participaram da reunião.

Com o acordo, o "poder" de Maranhão a frente da Casa foi minimizado e a sua atuação na presidência se torna mero simbolismo. Nos bastidores, alguns deputados chamam Maranhão, inclusive, de "rainha da Inglaterra". Eles também determinaram que a pauta será conduzida pela maioria da mesa diretora, e não pelo posicionamento do presidente interino. Na terça, 17, o presidente em exercício, Michel Temer, fez um apelo para que os parlamentares votem as quatro medidas provisórias e os três projetos de lei que trancam a pauta.

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