Câmara dos Deputados
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Maranhão recua e cancela ampliação de feriado dos deputados

Previsão é de sessões deliberativas na segunda e terça-feira; parlamentares ficarão liberados, porém, dos demais dias da semana

Erich Decat e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2016 | 21h42

BRASÍLIA - Pressionado por integrantes do Palácio do Planalto e por representantes da Mesa Diretora da Câmara, o presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), desistiu na noite de sábado, 25, de prolongar o "feriado junino" dos parlamentares da próxima semana.

Em comunicado, Maranhão informou aos colegas inicialmente que não haveria sessões deliberativas na Casa em razão dos festejos, mas diante dos desgastes políticos reviu a decisão ao longo do dia. Pela determinação prévia do presidente interino, na próxima semana haveria apenas sessões solenes, de debates e audiências públicas. Informalmente, o motivo do cancelamento das sessões se deve ao Dia de São Pedro (29 de junho).

A previsão agora é que haja sessões deliberativas na segunda e terça-feira. Os deputados ficarão liberados, porém, dos demais dias da semana. “Fomos informados há pouco pela Secretaria-geral da Mesa. Maranhão recuou. Era um desgaste muito grande. Se a Casa parar para homenagear cada um dos Santos que existe, ela não terá mais nenhuma sessão de votação”, considerou ao Estado o primeiro secretário, Beto Mansur (PRB-SP).

A decisão de Maranhão também foi comemorada pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação do governo com o Congresso. “Prevalece o bom senso, e a decisão de a Câmara não trabalhar próxima semana é revista. Vamos votar o que interessa ao País. O Brasil agradece”, postou ministro em seu perfil no Twitter.

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