André Dusek|Estadão
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Maranhão diz a membros da Mesa Diretora que não renuncia da presidência da Câmara

Deputado do PP determinou que sessões do impeachment na Casa fossem anuladas; decisão foi revogada ainda na segunda

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 15h49

Brasília - Sentado na cadeira de presidente interino da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) disse nesta terça-feira, 10, que não vai renunciar ao cargo. A afirmação foi feita na reunião em que os membros da Mesa Diretora da Casa avisaram que ele não conta com apoio do grupo e que deveria deixar o cargo.

O deputado tem sofrido pressão de todos os lados para renunciar à presidência desde segunda-feira, 9, quando anunciou a decisão de anular as sessões plenárias que analisaram o processo de impeachment. Ainda nesta segunda, Maranhão voltou atrás e revogou a decisão.

Presente à reunião, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), segundo secretário da Casa, disse que os membros da Mesa levaram a Maranhão a visão de que ele não tem mais condições de continuar presidindo a Câmara. Na opinião de Mansur, qualquer outra solução que não seja a renúncia de Maranhão pode causar mais instabilidade na Casa. "Podemos correr risco de judicialização", disse.

Durante a tarde, líderes de 16 partidos, entre eles o PP do qual Maranhão é filiado, se reuniram para estudar a forma mais adequada de retirar o deputado maranhense do cargo. As opções iam desde uma "solução negociada", ou seja, convencer Maranhão a renunciar, até uma representação para apear o deputado do cargo.

A pressão pela renúncia acontece também dentro do PP. A bancada do partido decidiu por unanimidade se posicionar a favor da renúncia do deputado ou sua expulsão em caso de recusa. Após pedido de tempo feito por Maranhão, que argumentou que precisaria pensar, foi marcada uma reunião nesta quarta-feira, 11, para que ele anuncie sua decisão.

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