Maranhão abre caminho para alianças entre PDT e PSDB

O apoio do PSDB à candidatura do pedetista Jackson Lago ao governo do Maranhão abre precedente para que a cúpula do PDT avalize as alianças do partido com tucanos em outros Estados. O PDT foi um dos primeiros partidos a anunciar o apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, mas poderá se unir ao PSDB em Estados estratégicos, como Minas Gerais e Paraná.

ANDREA VIANNA, Agência Estado

10 de junho de 2010 | 19h29

A Convenção Nacional do PDT, agendada para o próximo sábado em São Paulo, às 10 horas, vai ratificar a aliança nacional com o PT e o apoio a Dilma, mas também definirá as regras para as coligações do partido nos Estados. O deputado federal Mário Heringer (PDT), cogitado para a vaga de vice na chapa do candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), alega que a regra que nortear o partido no Maranhão deve ser aplicada aos demais diretórios. "O que valer para o Maranhão, tem de valer pra gente também", sustenta.

Heringer afirma que naquele Estado o PDT não poderia dividir o palanque de Dilma com o PMDB da governadora Roseana Sarney. Lago teve o mandato de governador cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2009 a pedido de Roseana, que o acusou de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006. Segunda colocada naquelas eleições, Roseana assumiu o cargo, acirrando a disputa entre PMDB e PDT no Estado.

O cenário maranhense abriu caminho para outras alianças com os tucanos, contrariando a orientação da Executiva nacional. Em Minas, o PDT é aliado do PSDB e ocupa cargos no governo Anastasia. Por isso, o caminho natural seria seguir com os tucanos. Mesmo assim, continuam as conversas com o PMDB: se o ex-ministro Patrus Ananias (PT) não assumir a vaga de vice na chapa de Hélio Costa, o lugar é de Mário Heringer.

Também no Paraná, as perspectivas são de que o PDT alinhe-se aos tucanos. Convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a encabeçar a chapa majoritária no Estado representando a base governista, o senador Osmar Dias (PDT) tende a recusar a oferta. Ele afirmou que aguarda apenas o resultado da convenção nacional para anunciar o cargo que vai disputar em outubro.

Dias depende do aval da cúpula do partido para se candidatar novamente ao Senado e repetir a aliança com o PSDB e o DEM, que o elegeu em 2002. Ele teme não contar com o apoio efetivo do PT para disputar o governo. Dias alega ainda que a recusa do partido em indicar Gleisi Hoffmann - mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo - para a vaga de vice em sua chapa inviabiliza a aliança. "Dessa forma, não tenho garantias de que o PT trabalhará, efetivamente, para me eleger", alega o senador.

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