''Máquina'' é decisiva nas capitais

Dos 20 prefeitos que tentam reeleição nessas cidades, 16 chegam ao fim da campanha como favoritos

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

28 de setembro de 2008 | 00h00

A força da máquina pesa em favor dos atuais prefeitos nas capitais brasileiras. Dos 20 que disputam a reeleição, 16 estão na liderança, segundo as pesquisas do Ibope. A lista não inclui São Paulo, maior colégio eleitoral do País, onde o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em segundo lugar, tem chance de ir para o segundo turno. Outras duas grandes capitais, Porto Alegre e Belo Horizonte, podem reeleger os atuais governantes. No sul, o prefeito José Fogaça (PMDB) mantém a dianteira e, na capital mineira, Márcio Lacerda (PSB) é favorito. O atual prefeito tucano Beto Richa pode ser reeleito no primeiro turno em Curitiba.Mais equilibrada, a disputa em Florianópolis também favorece o prefeito Dário Berger, do PMDB. Em Goiânia, Campo Grande, Teresina e João Pessoa, os governantes podem garantir novo mandato já no primeiro turno, segundo o Ibope. São grandes as chances de reeleição dos prefeitos petistas João Coser, de Vitória, e Roberto Sobrinho, de Porto Velho. Em outras capitais - Maceió, Tocantins, Aracaju e Macapá - os prefeitos lideram. Entre os partidos, os chamados grandes estão na frente em 16 capitais, mas na disputa entre eles não há um vencedor. O PT lidera em 6 capitais, entre elas São Paulo, a de maior peso eleitoral, com Marta Suplicy praticamente assegurada no segundo turno. O partido espera eleger João da Costa, em primeiro no Recife, e Luiziane Lins, em Fortaleza. Em compensação, pode perder duas das oito capitais que já governa.O PMDB volta a crescer se confirmar o favoritismo em cinco capitais. Hoje, o partido administra três. Os peemedebistas, que confiam na reeleição de Fogaça na capital gaúcha, sonham com a prefeitura do Rio, onde Eduardo Paes está 5 pontos à frente de Marcelo Crivella (PRB). Com duas grandes capitais o partido pode recuperar parte da hegemonia política do passado. O quadro do PSDB, se confirmadas as pesquisas, permanece inalterado, com quatro capitais. Mas os tucanos podem contabilizar prejuízo em São Paulo, caso Geraldo Alckmin não chegue ao segundo turno. O DEM governa duas capitais e luta para manter a mesma posição. Em Salvador, ACM Neto mantém-se à frente do tucano Imbassahy. Valéria Franco está em segundo, em Belém, mas tem chance.A supresa pode ser o PSB, considerado um partido pequeno. Se a dianteira de Lacerda em Belo Horizonte for confirmada nas urnas, o ex-nanico pode conquistar quatro capitais, pois lidera também em Macapá, Boa Vista e João Pessoa. O PC do B está na frente em Aracaju e tem esperança de levar sua candidata Manuela D?Ávila para o segundo turno em Porto Alegre. O PPS e o PDT podem perder espaço.

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