Mão Santa lê nota que rebate conclusões de ONG

Transparência Brasil avalia Congresso brasileiro como mais caro entre 12 países

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h47

A Diretoria Geral do Senado divulgou nesta segunda-feira, 2, nota à imprensa rebatendo levantamento elaborado pela ONG Transparência Brasil, divulgado na última sexta-feira. Segundo o estudo sobre os orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países, o Congresso brasileiro é o mais caro por habitante. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país.A nota foi lida pelo senador Mão Santa, no final da sessão desta segunda-feira, no momento em que ele presidia os trabalhos em Plenário. De acordo com a nota, as conclusões da ONG foram "erigidas em bases eivadas de vícios técnicos que, à luz de uma análise mais criteriosa, tornam-nas completamente apressadas e falsas".A nota técnica assinala que o estudo da ONG não levou em conta que 25% dos gastos totais do Congresso brasileiro referem-se a despesas com inativos e pensionistas, ou seja, gastos previdenciários que não têm relação com o custo efetivo de um parlamento. Segundo a nota técnica, esse custo soma R$ 189 milhões e tem natureza eminentemente previdenciária, não guardando qualquer relação com a atividade parlamentar. A contribuição patronal para a Previdência corresponde a 2% da folha, ou R$ 372 milhões nas duas Casas do Legislativo.A Advocacia Geral do Senado também divulgou nota informando ter ocorrido um engano no lançamento de despesas do Senado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Gastos de R$ 485,1 mil seriam referentes a reformas em 8 apartamentos e não em apenas um imóvel, como foi lançado.(Com Agência Senado)

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