Mão Santa é julgado por abuso do poder econômico

O governador do Piauí, Francisco Moraes, o Mão Santa (PMDB), está sendo julgado hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral, sob acusação de abuso do poder econômico e uso da máquina administrativa. O procurador eleitoral Tranvavan Feitosa considerou válidas cinco alegações feitas contra o governador pelo senador Hugo Napoleão, candidato derrotado ao governo em 1998. Napoleão pede a cassação do governador e do vice, Osmar Júnior (PCdoB). No entendimento do procurador, Mão Santa beneficiou-se de contratações ilegais de servidores; distribuição de remédios; propaganda eleitoral fora do prazo legal; uso de programas sociais com o nome dele - Sopa na Mão, Luz Santa, Spa Santo e Dar as Mãos; e quitação de contas de água pela Companhia de Saneamento - Agespisa. O juiz federal Rui Gonçalves foi o primeiro a votar no processo, decidindo por não suspender o mandato, como quer o senador Hugo Napoleão. Entretanto, considerou que Mão Santa deve ficar inelegível por três anos. Gonçalves foi alvo de pedido de suspeição feito pelos advogados do governador. O julgamento foi suspenso quando outro juiz, o desembargador Batista Machado, pediu vistas do processo. Ele disse que só leu dois dos 11 volumes. Agora, uma nova sessão de julgamento está marcada para 6 de março. Seja qual for o resultado em Teresina, os advogados do governador e do senador já informaram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

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