Mão Branca vai ao STF para manter chapéu de couro

Em uma de suas músicas, o deputado federal e cantor de forró Edigar Mão Branca (PV-BA) canta: "Por favor, não se meta jamais em meu caso de amor / Nem vem que não tem, nem vem". Em defesa do "caso de amor" com o chapéu de couro, Mão Branca pediu Mandado de Segurança preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a Mesa Diretora da Casa anunciou uma possível proibição do acessório na Câmara dos Deputados."O chapéu é um acessório importante de vestimenta para caracterizar a personalidade de uma determinada pessoa, por meio de suas diferentes formas, materiais e cores. O uso do chapéu de couro está diretamente relacionado com a bravura do vaqueiro nordestino", diz o deputado, em seu pedido.Até agora, o pedido da proibição do chapéu no Plenário, que seria feito pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), não foi confirmado. Mas, segundo o pedido de mandado, matérias jornalísticas publicadas recentemente "dão conta da iminência de o impetrante ser impedido de utilizar seu chapéu nas dependências da Câmara dos Deputados".Na solicitação, Edigar ainda alega que não existe, no regimento interno da Câmara, nenhuma objeção ao uso de chapéu nas dependências da Casa. A única menção às vestimentas, diz o deputado, é a obrigatoriedade do uso de "traje passeio completo".

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