Mão Branca será proibido de usar chapéu na Câmara

Um chapéu de vaqueiro passou a ser a mais recente preocupação da cúpula da Câmara dos Deputados. Depois de decidir aumentar os salários dos parlamentares, do presidente da República e dos ministros de Estado, a Mesa diretora da Casa, reunida nesta quarta-feira, resolveu implicar com o adorno usado na cabeça pelo deputado Edigar Mão Branca (PV-BA) no plenário. Desde que assumiu o mandato, no lugar de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), nomeado ministro da Integração Nacional, o deputado Mão Branca, cantor de forró, não abdicou de seu hábito de usar um chapéu de couro, em plenário, o que tem incomodado parte dos deputados, entre eles o vice-presidente da Casa, Nárcio Rodrigues (PSDB-MG). A vestimenta fora do padrão usual dos parlamentares levou a Mesa a decidir baixar um ato, que deve ser publicado na quinta-feira, definindo as normas de etiqueta que devem ser adotadas pelos deputados e vedando o uso de chapéu em plenário. Mão Branca pretende recorrer da decisão, que considera preconceituosa. "Desde que me entendo por gente, uso este chapéu. Não é uma atitude desrespeitosa. Usar chapéu não faz mal a ninguém", afirmou, lembrando que os seus eleitores o elegeram com chapéu.

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