Mantega quer discutir reforma tributária com a base

Ministro reafirmou que o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional na próxima quinta-feira

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2008 | 12h42

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou nesta quinta-feira, 21, na reunião do Conselho Político, disposição em discutir com as bancadas partidárias da base aliada o projeto de reforma tributária. Já no início de março, Mantega deverá iniciar essa mobilização em um encontro com a bancada do PMDB, segundo o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), que participou da reunião do Conselho. O ministro reafirmou que o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional na próxima quinta-feira. Segundo relato do deputado, o ministro disse acreditar que já existe maturidade entre os governadores para apoiar a proposta de reforma, que tem como um dos pontos principais a mudança da cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), estadual. A avaliação de Mantega tem como base os diálogos do governo federal no âmbito do Comitê de Política Fazendária, que reúne os secretários de Fazenda dos Estados. Rocha Loures disse que a reação dos parlamentares que participaram do Conselho Político foi "muito positiva". O deputado afirmou que os líderes pretendem transformar a votação da reforma tributária no principal item da agenda positiva deste semestre.     Os líderes do PR, deputado Luciano Castro, e do PT, deputado Mauricio Rands, confirmaram nesta que a proposta de reforma tributária apresentada por Guido ao Conselho Político prevê a eliminação do salário educação pago pelas empresas. Hoje, a contribuição do salário educação é de 2,5% da folha de pagamento das empresas.   A medida visa desonerar a folha de pagamentos e, assim, ampliar a geração de empregos, segundo explicou Rands. Os dois parlamentares disseram que a proposta trará uma desoneração na contribuição patronal ao INSS, que também visa desonerar a folha de pagamento. Mas o porcentual desta redução não foi mencionado por Mantega na reunião, embora a Fazenda trabalhe internamente com um ideal de redução de 20% para 15% sobre a folha de pagamento.

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