Mantega: negociação com RS não tem a ver com CPMF

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que as negociações com o governo do Rio Grande do Sul não tiveram relação com a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado. "Não tem nada a ver com CPMF. Venho discutindo a questão estrutural do Rio Grande do Sul desde que a governadora Yeda Crusius assumiu. Nós tivemos a primeira reunião em março", afirmou Mantega. "Temos feito esforço para encontrar saída com o Rio Grande do Sul."Mantega disse que o Tesouro Nacional deu sinal verde para que o governo gaúcho faça uma reestruturação parcial de sua dívida por meio de um empréstimo de US$ 1 bilhão junto ao Banco Mundial, que ainda será examinado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), vinculada ao ministério do Planejamento.O ministro disse que esta será a primeira operação do gênero entre os 27 Estados, embora lembre que o Ceará, há cerca de dois anos, fez uma operação com algumas semelhanças. Para ele, o caminho não deverá ser seguido por outros governos. "Outros Estados não devem seguir este caminho, porque estão em condições melhores. Eles estão com operações de crédito em andamento e, portanto, encontram soluções mais fáceis que Rio Grande do Sul, que tem situação mais complexa e exige esforço maior", afirmou Mantega.O secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Aod Cunha, explicou que a reestruturação só vai pegar a chamada dívida "extra-limite", que excede o comprometimento de 13% da receita estadual. Segundo ele, essa dívida elegível representa cerca de 5% da receita. Cunha explicou que a operação visa a resgatar dívida mais cara e contrair, junto ao Bird, uma mais barata. A economia anual prevista é da ordem de R$ 150 milhões.

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