Mantega diz que mínimo de R$ 367 não está descartado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o reajuste do salário mínimo para R$ 367 a partir de abril de 2007 não está descartado. Segundo o ministro, esta é a proposta que ele (Mantega) irá apresentar aos sindicalistas na reunião desta tarde no Ministério do Trabalho. Ele também afirmou que o acordo para correção da tabela de imposto de renda pessoa física, de 3% em 2007 e em 2008, é inegociável. O ministro argumentou que os 3% já significarão uma renúncia fiscal de R$ 800 milhões. "Tudo isso pesa. Estamos desonerando outros tributos e não dá para tudo ao mesmo tempo. Chegamos ao ponto limite", disse Mantega. Sobre o mínimo, Mantega argumentou que o valor precisa crescer nos próximos anos, mas que, por outro lado, é preciso olhar o impacto desse crescimento nas contas da Previdência. O ministro disse ainda que o País precisa aumentar sua capacidade de investimento e que, para isso, é preciso conter os gastos correntes. Mantega discordou da afirmação do presidente da Força Sindical Paulo Pereira da Silva, que disse que a posição do ministro é isolada dentro do governo. "Ninguém está falando em arrocho ou em diminuição do poder de compra. O valor de R$ 367 significa um aumento real do salário mínimo corrigido pela inflação e pelo crescimento do PIB per capita. Mas é preciso olhar sempre o impacto na Previdência", argumentou Mantega. Ele disse que o valor de R$ 375, que consta da proposta orçamentária de 2007 encaminhada pelo governo ao Congresso, significaria um reajuste real acima do crescimento do PIB nominal este ano, que segundo ele deverá ficar em torno de 3%. Mantega afirmou que os R$ 375 significariam um aumento real de 4%. O ministro disse também que o aumento dos investimentos também traz ganhos aos trabalhadores porque gera emprego e renda. Mantega, no entanto, afirmou que está aberto à negociação com os sindicalistas.

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