Mantega diz que desoneração da CPMF vale mesmo sem PSDB

O governo ampliou a base de pessoasfísicas a ser favorecida com desoneração de CPMF a partir dopróximo ano, e disse que a proposta será mantida mesmo que nãohaja acordo com o PSDB. "A desoneração da pessoa física será mantida porque é umaproposta da base aliada também", justificou o ministro daFazenda, Guido Mantega, em entrevista à imprensa naterça-feira. Após uma reunião com Mantega, na manhã desta terça-feira, oPSDB considerou as propostas do governo insuficientes edecidiu, em reunião das bancadas, votar no Senado contra aprorrogação da CPMF até 2011. O presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE), noentanto, deixou um espaço aberto ao entendimento, "desde quehaja proposta de verdade", como disse após o encontro dostucanos. Mantega afirmou que o governo ainda acredita napossibilidade de acordo com o PSDB, partido que, segundo ele,tem interesse na renovação da CPMF por ter a perspectiva devoltar ao poder. "O diálogo continua com o PSDB", disse o ministro. PROPOSTA Segundo a proposta do governo, os contribuintes que recebematé 4.340 reais terão direito à restituição integral da CPMFincidente sobre o seu salário a partir do próximo ano. A medidabeneficiará cerca de 40 milhões de pessoas, segundo Mantega. Para salários acima desse limite, haverá um desconto fixono valor de 214 reais, na declaração do Imposto de Renda. Adesoneração nos dois casos implicará uma renúncia total de 2bilhões de reais aos cofres públicos, segundo o governo. Ao tentar esclarecer dúvidas dos jornalistas sobre as novasconcessões, Mantega se atrapalhou e deu informaçõesdesencontradas sobre a forma como os contribuintes deverãoabater seus gastos com CPMF das declarações do IR. Em um primeiro momento, o ministro chegou a sinalizar quesó seriam atingidos pelo benefício contribuintes que tivessemimposto a pagar em suas declarações --informação depoiscorrigida pelo secretário da Receita, Jorge Rachid, em umasegunda entrevista. Na reunião entre Mantega e tucanos, o governo tambémreafirmou a disposição de conceder outras desonerações paraempresas, que juntas somariam outros 2 bilhões de reais. A proposta de reduzir a alíquota da contribuição paga pelaspessoas jurídicas ao Sistema S, no entanto, não entrará noacordo com o PSDB, disse Mantega. "Isso não é possível de se fazer em um tempo muito curto,sob o risco de nós estarmos nos precipitando. É preciso olharcom cautela, porque o Sistema S tem muitas virtudes", disse

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