Mantega afirma que Fazenda não tem plano B para a CPMF

Ministro voltou a afirmar que o aumento de tributos não será necessário, porque Senado aprovará tributo

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, de O Estado de S. Paulo,

29 de novembro de 2007 | 17h31

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira, 29, que é equivocada a avaliação de que o governo tem um plano "B" se ficar sem a CPMF. Mantega comentava as notícias de que a equipe econômica estaria preparando um conjunto de medidas, como aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, para eventualidade de a CPMF não ser prorrogada. "Não existe nenhum Plano B, não sei quem inventou isso, mas estamos confiantes na aprovação e vamos batalhar até o fim", afirmou. Ele acrescentou que as condições no Congresso são favoráveis. "Isso (Plano B) alguém plantou." Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF  'Quem tem medo da CPMF é quem sonega', acusa LulaPara evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação'Lula diz que a emenda da CPMF 'vai passar' no SenadoLula critica DEM e diz que 'povo pobre' sofrerá sem CPMFDEM diz que Lula é 'arrogante' e condena 'gastança imoral'   Mantega voltou afirmar que o aumento de tributos não será necessário, porque o governo conseguirá que o Senado aprove a emenda. "É equivocado achar que nós temos um plano B pela razão de que eu acredito que o plano A será aprovado, ou seja, a CPMF será aprovada", disse ele, ressaltando que a prorrogação da CPMF terá apoio da base aliada e de membros da oposição. Ele admitiu, porém, que se a CPMF não for aprovada o governo terá que fazer "ajuste menos racional que a situação que está colocada hoje". Na sua avaliação, a CPMF é um tributo racional, porque é universal e tributa proporcionalmente a movimentação financeira. "Outros tributos seriam ruins, mas eu acredito que isso não seja necessário, porque o bom senso vai prevalecer e CPMF será aprovada. Então, não precisaremos nenhum instrumento pior do que já temos agora". O ministro evitou, porém, comentar o documento divulgado pelo Ministério da Fazenda com detalhes sobre as perdas que os Estados terão, caso a CPMF não seja aprovada. Esses dados foram feitos com base nas medidas que estão sendo adotadas com a aprovação da CPMF, como os recursos adicionais para a saúde. A divulgação de um novo documento - há um mês a Fazenda preparou documento semelhante com os recursos da CPMF destinados este ano - causou irritação dos senadores, que avaliam que o ministro da Fazenda estaria fazendo "terrorismo" para pressionar os senadores a votarem a favor da CPMF.  (Com Célia Froufe)Texto ampliado às 21h26

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