Manobra na Câmara evita votação de limite a MPs

Articuladores políticos do Planalto passaram o dia em conversas com os líderes governistas no Congresso para impedir nova derrota do governo, como ocorreu na semana passada. No fim do dia, deu certo a estratégia de obstruir, na sessão plenária da Câmara, a proposta de emenda constitucional que regulamenta as medidas provisórias e qualquer outra matéria polêmica."A obstrução é uma questão instrumental, e o govenro não podia concordar com a votação da PEC das MPs, porque não há clima para isso", argumentou o secretário-geral da Presidência, ministro Aloysio Nunes Ferreira.No início da noite, a expectativa do ministro ainda era com a sessão da noite. Mas havia um acordo fechado com as lideranças do PMDB, PTB e PPB para permanecerem em obstrução.Na primeira sessão, o PSDB desistiu da estratégia do governo de obstruir, com receio de que isto pudesse prejudicar o candidato Aécio Neves (PMDB-MG) à Presidência da Câmara. Mas o PSDB retirou seus deputados do plenário, o que produziu resultado prático semelhante.A estratégia para evitar uma exposição de Aécio foi combinada: o líder registrou presença no painel da Câmara, mas não foi visto no plenário.

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