Manobra de Rosinha amplia CPI do caso Waldomiro no Rio

Uma manobra da maioria dos deputados da Assembléia Legislativa fluminense, ligada ao ex-governador Anthony Garotinho e à governadora Rosinha Garotinho (PMDB), ameaça transformar a CPI da Loterj, que deveria investigar a gestão de Waldomiro Diniz na presidência da autarquia, em uma investigação contra o PT. O colégio de líderes da Casa decidiu nesta quarta-feira que a comissão investigará também ilegalidades no Rioprevidência, fundo de aposentadoria e pensões do funcionalismo.A ampliação da CPI contraria o regimento interno da Assembléia, que diz que as CPIs serão criadas ?para apuração de fato determinado". Não há, porém, até agora, nada que ligue a Loterj e o Rioprevidência. Petistas avaliam que a medida foi uma represália ao apoio do PT à criação da CPI da Loterj, que poderia criar problemas para Garotinho. Ele nomeou Diniz para presidir a autarquia em 2001, após a saída do PT do governo, em 2000. O contrato para explorar jogos on line foi assinado quando Garotinho era governador. ?Acho um profundo equívoco misturar os objetos?, afirmou, após a reunião, o presidente do PT, deputado Gilberto Palmares. ?Acho claramente que a mistura pode ter interesse apontar exclusivamente em direção ao PT e a Benedita.?O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), defendeu a CPI com dois objetos. ?O deputado Alessandro Calazans (PV), que representa o Poder Legislativo no Conselho do Rioprevidência, já tinha trazido denúncias de irregularidades?, afirmou. ?O que se caracterizou é que, em um curto período, ocorreram em diversas secretarias atos irregulares.? Uma das denúncias sobre o fundo, feita há cerca de um ano, envolve irregularidades em negócios com títulos, que teriam dado prejuízo de R$ 25 milhões ao Estado, mas podem chegar a R$ 200 milhões, segundo Picciani.

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