Manifestantes vão às ruas contra Cunha

Atos cobram a cassação e o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados

Janaína Araújo, Carmen Pompeu e Guilherme Mazieiro, Especial para O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2015 | 19h57

Atos que cobram a cassação e o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acontecem nesta sexta-feira em diversas cidades brasileiras. As manifestações tiveram a presença de integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT),  União Nacional dos Estudantes (UNE), Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial de Mulheres e grupos LGBT.

A manifestação em João Pessoa aconteceu  no período da manhã. Policiais militares que acompanharam a mobilização não têm estimativa de público. A concentração começou às 9h, na Praça da Independência, no Centro, e a marcha começou por volta das 10h45, chegando à Lagoa do Parque Solon de Lucena. 

O grupo  formado pelo Movimento de Mulheres da Paraíba, sindicatos, União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial de Mulheres e grupos LGBT. Em Campina Grande, distante 160 km da Capital, também foi registrado ato contra Eduardo Cunha promovido por grupos de mulheres.

A representante da Cunhã Coletivo Feminista, Anadilza Paiva, disse que o movimento quer a saída do presidente do Congresso, investigado pela Polícia Federal e Ministério Público. “Somos contra as medidas defendidas por Cunha, que representam um retrocesso nos direitos humanos das mulheres e do povo”, disse.

Fortaleza. Em Fortaleza, o ato contra o presidente da Câmara reuniu, nesta tarde cerca de 200 pessoas na Praça do Ferreira, de acordo com os cálculos dos policiais militares que faziam a segurança do local. Ligados à Frente Brasil Popular, os manifestantes responsabilizaram Cunha pela onda conservadora que tem pautado o Congresso brasileiro.

Caracterizado como o parlamentar, um jovem tentava explicar a quem passava pela praça quem era o presidente da Câmara e quais denúncias de corrupção são atribuídas a ele. Grupos de mulheres fizeram batucadas pedindo a saída do peemedebista da presidência da Câmara. "Ai,ai, ai, ai! Se empurrar, o Cunha cai", gritavam. Elas também diziam palavras de ordem defendendo a legalização do aborto e cobravam a investigação de uma chacina que deixou 11 jovens mortos nesta semana no bairro Messejana, periferia de Fortaleza.

Depois dos discursos, que contou com falas de Ticiane Studart, do movimento de mulheres, e Francisco Will, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT-CE), entre outros, os participantes deram uma volta simbólica na praça. De acordo com Francisco Will, Cunha representa uma "forma vergonhosa" de rir do povo brasileiro. "Primeiro, ele vai à imprensa e diz que não tem dinheiro na Suíça. Depois, volta à imprensa e diz que o dinheiro foi depositado de forma enganosa para prejudicá-lo. Ele pensa que a gente é bobo", comentou.

Campinas. Em Campinas, cerca de 200 pessoas se concentraram no largo do Rosário,  na região central, para sair em passeata contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ato estava marcado para às 17h, mas ainda não deixou a concentração e aguarda a chegada de mais manifestantes.  

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