Manifestantes usam canteiros da ciclovia como 'camarotes' na Paulista

Manifestantes transformaram os canteiros de obras da construção da ciclovia na Avenida Paulista em "camarote". "É que a gente não está muito acostumado a esse tipo de multidão. Estamos aqui por segurança", disse a dona de casa Marly Vieira.

NATÁLIA CACIOLI, PAULO SALDAÑA, RICARDO GALHARDO, FELIPE MORTARA E PEDRO VENCESLAU, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 18h10

Há tantas pessoas na Avenida Paulista neste momento que a dois quarteirões do Masp já é quase impossível caminhar. Manifestantes entoam "Fora PT" e "Mudança", tocam cornetas e buzinas. Alguns trouxeram panelas e frigideiras. Em direção à Consolação, muita gente já está indo embora do protesto.

Na frente do Conjunto Nacional, Oscar Maroni, empresário da noite, discursou e

foi vaiado. Do alto do carro de som, gritos de ''1, 2, 3, Lula no xadrez'' e ''eu vim de graça''. O fluxo segue lentamente sentido Consolação.

Trajando smoking, gravata borboleta e um capacete com a insígnia do Exercito Brasileiro, o ex-delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) Carlos Alberto Augusto, conhecido como "Carteira Preta", que foi braço direito do delegado Sergio Fleury no período da ditadura, participa da manifestação na Avenida Paulista no bloco dos "Militaristas", grupo que defende a intervenção militar.

No período da ditadura, o Dops era o órgão responsável pela repressão aos grupos anti governo. "Estou aqui para homenagear as Forças Armadas e protestar contra os petralhas", diz ele, que segura um cartaz com os dizeres "Quero ser ouvido pela Comissão da Verdade".

Carecas

Vinte integrantes do grupo Carecas do Subúrbio foram detidos na Avenida Paulista. Segundo a PM, os suspeitos portavam artefatos explosivos. Eles estão sendo conduzidos ao 2° Distrito Policial.

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