Manifestantes são impedidos de protestarem contra Lula

Funcionários do Incra não puderam entrar no Centro de Convenção de Aracaju, onde presidente lança PAC

Tania Monteiro, do Estadão

26 de julho de 2007 | 13h03

Cerca de 300 pessoas que tentavam entrar no Centro de Convenções de Aracaju (SE), nesta quinta-feira, 26, para fazer uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram impedidas e permanecem do lado de fora.   São funcionários do Incra e do Ministério da Cultura, que estão em greve, além de estudantes da Universidade Federal. Eles gritam palavras de ordem como "ô Lula que covardia, cadê a democracia". Um boneco do presidente chegou a ser queimado pelos manifestantes.   Ao chegar ao Centro de Convenções, para o lançamento do PAC do saneamento e urbanização de favelas, Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chegaram pelo outro lado e não viram os manifestantes.   Mas mesmo assim foram vaiados por alguns presentes. Mas como o local conta, em sua maior parte, com convidados do MST, da prefeitura de Aracaju e do Estado, as vaias foram abafadas pelos aplausos, mas mesmo assim podiam ser ouvidas.   Ao contrário das outras cerimônias com a participação do presidente, o acesso só foi permitido para quem tem convite. O governo está liberando para o PAC de Sergipe R$ 401 milhões.   Discurso   Depois de assistir a uma disputa entre vaias e aplausos, vencida pelos aplausos, fez um breve discurso de 15 minutos, lembrando a importância das obras de saneamento e urbanização em favelas, que serão realizadas pelo governo em Sergipe.   Ele voltou a lembrar de sua infância pobre e comentou que quando chegou a São Paulo tinha uma barriga enorme "que era puro verme", doença adquirida por falta de água tratada. Em seguida brincou afirmando que ficou bonito depois de velho.   Lula disse que pobre só é lembrado em dia de eleição mas que em seu governo o pobre será tratado como gente, com dignidade. Ele avisou que vai voltar para inaugurar a primeira obra de saneamento do Estado.    

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