Manifestantes pró-União Europeia se reúnem em ato em Kiev

Manifestantes pró-Europa se reuniram na Praça da Independência em Kiev neste domingo para um protesto que os organizadores esperam reunir 1 milhão de pessoas, para pressionar o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, a abandonar seu esforço para criar laços mais estreitos com a Rússia.

GARETH JONES E RICHARD BALMFORTH, Reuters

08 Dezembro 2013 | 11h01

A manifestação deve aumentar as tensões em meio a um impasse entre o governo e manifestantes furiosos sobre a decisão de desfazer um pacto histórico com a União Europeia em favor de um acordo comercial com Moscou.

Em um gesto que deve enfurecer Yanukovich, os manifestantes içaram um enorme retrato de sua rival Yulia Tymoshenko em uma imponente árvore para celebrar o Ano Novo, enfeitada com cartazes contra o governo.

Os manifestantes estão revoltados com as especulações de que Yanukovich, que se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin em Sochi, na sexta-feira, pode levar a Ucrânia a um acordo aduaneiro, uma decisão que a oposição alega se encaixar no projeto de Putin de recriar a União Soviética.

"O país inteiro está sofrendo por causa deste governo", disse a estudante Sasha Trojan, de 20 anos, que pegou um trem para Kiev, da cidade de Poltava, a cerca de 300 quilômetros.

"Se Yanukovich permanecer no poder, vamos acabar como Belarus", disse ela, mencionando os temores da oposição de que Yanukovich, com o apoio do dinheiro russo, reprima a dissidência assim como o presidente Alexander Lukashenko fez na vizinha Belarus.

"Queremos uma Ucrânia europeia", disse Vasil Didukh, de 23 anos, que como muitos dos manifestantes vieram do oeste da Ucrânia, a base do poder de Tymoshenko e de outros líderes da oposição.

Os protestos, os maiores da Ucrânia desde a Revolução Laranja de 2004-05, aumentaram os temores pela estabilidade política e econômica no país ex-soviético de 46 milhões de pessoas, que faz fronteira com quatro países da União Europeia e é a principal rota para o gás russo para Europa.

Cerca de 350 mil pessoas se uniram à manifestação semelhante no último domingo, um dia depois de a tropa de choque agredir manifestantes e jornalistas em uma operação condenada por governos ocidentais.

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