Manifestantes gritam 'Fora Cunha, fica Dilma e melhora' no centro do Rio

Cerca de 800 manifestantes da CUT, MST e de sindicatos de bancários, metalúrgicos e petroleiros concentrados na praça atrás da Igreja da Candelária saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à sede da Petrobrás, na Avenida Chile

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 17h29

Rio - Em manifestação que na tarde desta terça-feira, 8, no centro do Rio, militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de sindicatos de bancários, metalúrgicos e petroleiros atacam a "marcha" pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, defendem a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pedem mudanças nos rumos da economia.

Cerca de 800 manifestantes, concentrados na praça atrás da Igreja da Candelária saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à sede da Petrobrás, na Avenida Chile. "Fora Cunha, fica Dilma, e melhora" é a palavra de ordem dos manifestantes, que também pedem a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Embora tenha defendido a permanência de Dilma na Presidência da República, o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, disse que o objetivo principal do ato público não é lutar contra o impeachment, mas defender mudanças na economia para estimular o desenvolvimento econômico.

Segundo Rodrigues, representantes de sindicatos entregarão um documento a Dilma nesta quarta-feira, 9, com propostas para a economia. "Nosso compromisso discutido com as entidades sindicais é ajudar a alavancar investimentos do governo e das empresas nacionais. Por que o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) parou as obras? Por que o estaleiro Mauá (em Niterói, cidade na Região Metropolitana) demitiu funcionários? Se um empresário roubou, ou um diretor da Petrobrás, prende o corrupto, mas não prejudica a empresa", disse o presidente da CUT-RJ, referindo-se à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na estatal. Rodrigues disse que o processo de impeachment "não tem embasamento jurídico". "Um parlamentar tem que se pautar não pelo grito de meia dúzia, mas pela Constituição da República", afirmou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.