Manifestantes em Machadinho pedem reassentamento

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reivindica o reassentamento de 383 famílias que teriam sido prejudicadas pela Usina Hidrelétrica de Machadinho, localizada entre as cidades de Piratuba (SC) e Maximiliano de Almeida (RS), na divisa dos dois Estados. Segundo Marco Antônio Trierweiler, um dos coordenadores do MAB, este grupo integra o contingente de 2.400 famílias atingidas pela usina, mas não foi contemplado no programa de reassentamento e aguarda há seis meses por uma definição.Trierweiler afirmou que a Machadinho Energética S/A (Maesa), consórcio construtor da usina, admite reassentar 70 destas 383 famílias. O MAB promoveu a invasão do canteiro de obras de Machadinho na madrugada de hoje para reivindicar uma solução e está disposto a permanecer no local até receber uma resposta "concreta" da Maesa, afirmou Trierweiler. "A barragem desestruturou comunidades e é preciso amenizar os problemas que causou", declarou Trierweiler. A Maesa obteve uma decisão judicial de reintegração de posse no final da manhã de hoje.A assessoria de imprensa da Maesa contestou as informações do MAB e divulgou que apenas 76 das 383 famílias teriam direito ao reassentamento. Para as demais, a Maesa ofereceu pagamento de R$ 20 mil por família.

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