Reprodução/ Twitter MTST
Reprodução/ Twitter MTST

Manifestantes do MTST ocupam prédio da B3 no centro de São Paulo

Ato ocupou hall do prédio por pouco mais de 1h; eles protestavam contra a fome e a inflação no País

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2021 | 15h00
Atualizado 23 de setembro de 2021 | 17h56

SÃO PAULO – Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam a sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) na tarde desta quinta-feira, 23, em meio a um protesto contra a fome, a desigualdade e a inflação no centro da capital paulista. A manifestação dentro do prédio durou pouco mais de 1h. 

Imagens publicadas pelo movimento mostram dezenas de militantes em um hall interno do prédio, agitando bandeiras e carregando cartazes com mensagens contra a alta de preços e contra o presidente Jair Bolsonaro. Eles faziam uma passeata no centro histórico paulistano e entraram correndo no edifício, sem que os seguranças pudessem conter o grupo. O ato começou por volta das 13h. 

“É inadmissível que quase 100 milhões de brasileiros estejam em situação de fome e insegurança alimentar enquanto os bilionários movimentam R$ 35 bilhões por dia só aqui na Bolsa”, disse a líder sem-teto Debora Pereira, segundo uma nota divulgada pelo grupo. “Alguém está ganhando muito dinheiro com a fome do brasileiro e isso nós não podemos aceitar.”

Em frente ao painel informativo com as cotações do dia, manifestantes exibiam uma bandeira do Brasil estilizada com a palavra “fome”. Um cartaz também trazia a frase “sua ação financia nossa miséria”. Outros continham mensagens de indignação com a inflação no País. 

A Bolsa operou em alta ao longo do dia. Por volta das 17h, com ganhos acima de 1%, o Ibovespa se encaminhava para fechar com valorização pelo terceiro dia seguido, o que seria sua melhor sequência desde o fim de julho. O dólar teve estabilidade, e é cotado a R$ 5,30.

Os sem-teto elegeram o local como uma espécie de símbolo da concentração de renda e da especulação financeira, enquanto tentam chamar atenção para o desemprego e a pobreza. Eles também criticam o apoio de parte dos grandes empresários do País ao governo Bolsonaro, que também é alvo da manifestação.

O MTST chegou a divulgar que não havia “previsão para o término da ocupação”, mas pouco depois das 16h o ato estava encerrado. A B3 disse, por nota, que “a manifestação nesta tarde ocorreu de forma pacífica e já foi encerrada, não tendo havido impacto para as operações de mercado”. 

 

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