Marcio Dolzan/ Estadão
Marcio Dolzan/ Estadão

Manifestantes distribuem feijoada em frente a prédio de Rodrigo Maia, no Rio

Cerca de 200 pessoas se reuniram na zona sul do Rio e fecharam duas quadras de avenida

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2017 | 17h25

RIO - Em uma ironia à feijoada oferecida pelo presidente Michel Temer a aliados políticos no sábado, logo após pronunciamento realizado em Brasília, manifestantes que protestam em frente ao prédio onde mora o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), na zona sul do Rio, fizeram uma feijoada e a distribuíram aos presentes.

O ato chegou a reunir cerca de 200 manifestantes, mas, por volta das 17 horas, menos da metade deles continuavam em frente ao edifício, localizado na Avenida Prefeito Mendes de Morais, no bairro de São Conrado. Aos gritos de "Fora, Temer!" e "Diretas Já!", o grupo carregou faixas, cartazes e bandeiras de partidos de esquerda e de movimentos sociais. Duas bandeiras do Brasil também foram empunhadas.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação com cinco viaturas. A via, que chegou a ficar fechada ao longo de duas quadras por dez minutos, já foi liberada. Não houve registro de incidentes.

O servidor estadual aposentado Vilmar Torres, 66, disse que o ato serve para mostrar a importância de eleições diretas para presidente. Ele se identificou como militante do PSOL, mas pediu apoio de todos os setores. "A classe média precisa entender que é preciso esquecer qualquer partido político agora. Não é PSDB, não é PMDB, não é PT. Temos que nos unir e pedir eleições diretas, porque isso que está acontecendo está acabando com o Executivo, com o Legislativo, com o Judiciário e, principalmente, com o País", afirmou.

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