Manifestantes depredam escritório do Ibama no Pará

Cerca de 3 mil atearam fogo no local insatisfeitos com operação que combate comércio ilegal de carvão

Agência Brasil,

24 de novembro de 2008 | 16h54

Insatisfeitos com as apreensões realizadas pela Operação Rastro Negro, deflagrada pelo Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater a produção, transporte e comércio ilegal de carvão vegetal no Pará, cerca de 3 mil manifestantes se insurgiram na noite do último domingo, 23, contra o escritório do órgão em Paragominas, nordeste do Estado. Segundo relato do órgão ambiental, os manifestantes atearam fogo na garagem do escritório, onde estavam quatro veículos, depredaram o prédio e roubaram caminhões com as toras. Tratores e pás carregadeiras também foram usados em uma tentativa de invasão do hotel em que estavam hospedados fiscais responsáveis pela operação, frustrada em virtude de uma intervenção emergencial da Polícia Militar. Os atos de vandalismo motivaram uma reunião entre representantes da Superintendência do Ibama no Pará, Procuradoria do Ministério Público Federal e Batalhão de Choque da Polícia Militar. No encontro, seriam traçadas estratégias para a continuidade da operação. Agentes da Força Nacional de Segurança (FNS) foram requisitados para dar suporte à equipe que está no local. A Operação Rastro Negro apreendeu em Paragominas cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, na madrugada de domingo. Os fiscais suspeitam que a madeira tenha vindo de uma reserva indígena. Desde o fim de outubro, quando teve início a operação no Pará, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões. No início do ano, também no Pará, em Tailândia, houve uma tentativa de linchamento a fiscais do Ibama que atuavam na Operação Arco de Fogo, no combate à extração ilegal de madeira na Amazônia. Mas após a chegada de 300 homens da Força Nacional de Segurança e de agentes da Polícia Federal, a operação transcorreu normalmente.

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